quarta-feira, 24 de junho de 2009

REGRAS PARA VOTAR BEM

REGRAS PARA VOTAR BEM

Você sabia que haverá eleição presidencial no ano que vem? Se não sabia, é bom começar a se interessar pelo assunto, sobretudo se você é alguém que acha que sua vida melhorou nos últimos anos, porque a eleição que se aproxima poderá mudar o país – e sua própria vida – para pior.

Os candidatos a presidente da República mais bem posicionados nas pesquisas são o governador de São Paulo, José Serra, ligado ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que governou o país entre 1994 e 2002, e a ministra Dilma Rousseff, candidata do presidente Lula, o presidente que está no governo federal desde 2003 até agora.

Para que você possa fazer uma escolha consciente de quem governará o país de 2011 a 2014, daquele que poderá mudar sua vida para melhor ou para pior, esses candidatos que mencionei (Dilma e Serra) devem ter suas atuações na administração pública fiscalizadas pela imprensa.

Um candidato é governador do Estado de São Paulo e a outra candidata é ministra do governo do Brasil. Tanto Serra quanto Dilma devem ser fiscalizados como nunca, pois um deles pode se eleger presidente e quem se elege presidente pode mudar muito nossas vidas.

Peço a você que lê este texto que reflita sobre quanto de informação você recebe dos jornais, das tevês e das rádios sobre cada candidato. O normal seria que você visse elogios e críticas aos dois candidatos (Dilma e Serra) nos jornais, nas rádios e tevês.

Será que é isso o que está acontecendo?

Algumas perguntas que você deve se fazer:

· O que você se lembra de ter visto sobre Dilma e sobre Serra na imprensa?

· A imprensa está dizendo a você que Dilma é a candidata de Lula e que Serra é o candidato de Fernando Henrique Cardoso?

· Os jornais, rádios e tevês têm feito reportagens sobre as atuações de Dilma no governo Lula e de Serra no governo de São Paulo ou só de um deles?

· Você viu críticas e acusações contra Dilma na imprensa?

· Você viu críticas e acusações contra Serra na Imprensa?

· Você acha que um está sendo mais criticado que o outro ou que algum deles aparece muito pouco na imprensa?

Para que você tome uma decisão correta na eleição do ano que vem, é bom que saiba que é impossível que só um dos candidatos sofra acusações e críticas na imprensa. Acusações, críticas e elogios haverá para os dois lados.

Se você se lembra de ter visto nas tevês, rádios e jornais acusações e críticas só a Dilma ou só a Serra, é porque esses meios de comunicação estão escondendo críticas a um dos candidatos. Se a imprensa traz notícias apenas sobre a atuação de um dos candidatos e não diz nada sobre a atuação de outro, ela está tentando manipular sua opinião.

Não se iluda: a imprensa (os jornais, as rádios, as tevês, as revistas, os portais de internet) têm candidato preferido. Não acredite se disserem que não preferem um dos candidatos. Se disserem ou insinuarem isso, estarão mentindo.

Lembre-se que só há democracia quando os que disputam um cargo público têm as mesmas chances e dificuldades. Quando as tevês, jornais e rádios ficam do lado de um dos candidatos (Serra, por exemplo), é porque têm algum acordo suspeito com ele.

Seja um democrata e exija da imprensa que trate da mesma forma todos os candidatos em eleições. Se há críticas e acusações a um, com certeza há também ao outro. Se estiver lendo ou assistindo críticas só a Dilma ou só a Serra, algo está errado. Se a imprensa só noticia a administração de um deles, algo está errado.

Cuidado para não ser manipulado. O interesse da imprensa nem sempre é o seu. São empresas que visam lucro e que, por terem o poder de influir na sua opinião, freqüentemente recebem “ajuda” de políticos. Muitas vezes, ajuda financeira – e com o dinheiro dos seus impostos.



Escrito por Eduardo Guimarães às 13h56
Blog Cidadania.org

Formas elementares da vida religiosa, DURKHEIM

Há três grandes eixos de analise no livro:

1) Descrição e análise detalhada do sistema de clãs e totemismo de certa tribos australianas;

2) Tentativa de compreensão da natureza da religião e de sua importância para vida social;

3) Passos inicias da construção de uma teoria do conhecimento, voltada para interpretação sociológica das formas do pensamento humano.

Estudar a religião mais primitiva e mais simples que se conheça, para explicá-la e generalizar o resultado da pesquisa a todas as formas religiosas conhecidas.

Por mais simples que seja o sistema que estudamos, nele encontramos todas as idéias e todas as principais atitudes rituais que estão na base das religiões, inclusive as mais avançadas: distinção das coisas em sagrado e em profanas, noção de alma, de espírito, de personalidade mítica, de divindade nacional e mesmo internacional, culto negativo, com as praticas ascéticas que são sua forma exasperada, ritos de oblação e de comunhão, ritos imitativos, ritos comemorativos, ritos piaculares. (p.457)

Religião: objeto e manifestação

Na maioria das vezes, os teóricos que procuram exprimir a religião em termos racionais viram nela, antes de tudo, um sistema de idéias que correspondia a um objeto determinado. Esse objeto foi concebido de diferentes maneiras: natureza, infinito, incognoscível. (p. 458-459)

Vários foram os objetos de culto, podem classificar-se em três grupos:
1) Objetos manejáveis, como pedras, conchas, etc.
2) Objetos semi-manejáveis, tais como: árvore, rios, montanhas
3) Objetos fora do alcance, o céu, os astros.

Dos primeiros provieram os FETICHES; dos segundos, OS DEUSES COMUNS; dos terceiros, O DEUS SUPREMO.

Finalidade dos ritos na religião

O primeiro elemento da religião consiste na crença em um mundo distinto do mundo experimental, mundo em que existem seres livres, com os quais o homem entra em relação. Já o segundo elemento é um conjunto de normas de proceder, impondo-se ao homem em nome de um poder sobre-humano.

Quanto aos ritos, eles se afiguravam apenas, desse ponto de vista, como uma tradução exterior, contingente e material desses estados internos que seriam os únicos a ter valor intrínseco. (p. 459)

Sentimento do religioso

O homem religioso Sente que a verdadeira função da religião:

1) não é nos fazer pensar;
2) enriquecer nosso conhecimento;
3) acrescentar as representações que devemos à ciência;
4) mas sim nos fazer agir, nos ajudar a viver.

“É fortalecido, seja para suportar as dificuldades da existência, seja para vencê-las; se sente como que elevado acima das misérias humanas porque esta elevado acima de sua condição de homem; acredita-se salvo do mal, acredita que descansara após a morte.” (grifo nosso)

Culto

A freqüência com que o fiel presta culto a divindade fortalece-o na busca e confiança no seu deus e tudo que ele lhe promete, pois a renovação acontece sempre que o fiel participa das cerimônias.

O culto não é simplesmente um sistema de signos pelos quais a fé se traduz exteriormente, é o conjunto dos meios pelos quais ela se cria e se recria periodicamente. (p. 460)

Logo, desse ponto de vista, percebe-se como adquire toda a sua importância esse conjunto de atos regularmente repetidos que constitui o culto.

A religião engendrou todas as grandes instituições humanas

Para Durkheim as religiões são obras da sociedade e a expressam, estando assim na base de qualquer pensamento, inclusive o cientifico.

Pode-se, portanto, dizer em resumo, que quase todas as grandes instituições sociais nasceram da religião. (p. 462)


Religião é espiritual

Ele rompe com a idéia de uma religião materialista

Todas as religiões, mesmo as mais grosseira, são, num certo sentido, espirituais, pois as potências que elas põem em jogo são, antes de tudo, espirituais e, por outro lado é sobre a vida moral que elas tem por principal função agir. (p. 463)

Religião é idealista ou realista?

Durkheim defende, que não obstante, a religião ser idealista na sua forma, também contém elementos realistas. Ainda que aqueles prevaleçam sobre estes para manter a vida em sociedade possível.

... é simplificar arbitrariamente as coisas ver a religião apenas por seu lado idealista: ela é realista a sua maneira. Não há feiúra física ou moral, não há vícios e males que não tenham sido divinizados. Houve deuses do roubo e da astucia, da luxuria e da guerra, das doenças e da morte. O próprio cristianismo, por mais elevada a idéia que faz da divindade, foi obrigado a conceder ao espírito do mal um lugar... (p. 464)

A religião, portanto, longe de ignorar a sociedade real e de não levá-la em conta, é a imagem dela, reflete todos os seus aspectos... (p. 464)

Tudo se encontra nela, e se, na maioria das vezes, ela mostra o bem prevalecer sobre o mal, a ida sobre a morte, as potencias da luz sobre as potencias das trevas, é que não poderia ser de outro modo na realidade. Pois, se a relação entre essas forças contrárias fosse invertida, a vida seria impossível... (p.465)

Culto individual e universal

Ele pergunta: Como explicar o culto individual e o caráter universalista de certas religiões? Se ela nasceu in foro externo, como pode passar para foro interno do individuo... (p.469)


Ao que ele mesmo responde a respeito da individualização: A força religiosa que anima o clã, ao se encarnar nas consciências particulares, se particulariza. Assim se forma seres sagrados secundários; cada indivíduo tem seus, feitos a sua imagem, associados a sua vida intima, solidários de seu destino: alma. O totem individual, o antepassado protetor. Esses seres são objetos de ritos que p fiel pode celebrar sozinho, separado de todo grupo; trata-se, portanto, de uma primeira forma de culto individual. (p.469)

E da universalização: ...as crenças só são ativas quando partilhadas. (p. 470)

..., o homem que tem uma verdadeira fé sente a necessidade invencível de espalhá-la. (p. 470)

Com o universalismo acontece o mesmo que com o individualismo.

Tribos vizinhas e de idêntica civilização não podem deixar de estar em relações constantes umas com as outras: casamento, comércios... (p.471)

A vida social muito particular que daí resulta, tende, portanto, a se espalhar numa área extensa sem limites definidos. (p.472)

Futuro da religião frente à ciência

Para Durkheim a religião continuará a sua hegemonia sobre as almas, já que dessa, não abrirá Mão, tal qual fez com a primitiva função especulativa em favor da ciência. Portanto, ela continuará tendo o seu lugar ao sol enquanto a sociedade existir.

Nisso consiste o conflito da ciência e da religião. É comum fazer-se uma idéia inexata a respeito. Diz-se que a ciência nega a religião em princípio. Mas a religião existe, é um sistema de fatos dados; em uma palavra, é uma realidade. Como poderia a ciência negar uma realidade? (p.467)

Assim, não há conflito a não ser num ponto limitado. Duas funções que a religião primitivamente cumpria, existe uma, mas uma só, que tende cada vez mais a lhe escapar: a função especulativa. O que a ciência contesta à religião não é o direito de existir, é o direito de dogmatizar sobre a natureza das coisas, é a espécie de competência especial que ela se atribuía para conhecer o homem e o mundo. (p.477)


Corolário da teoria Sociológica da religião

1) Repele as doutrinas que fazem da religião uma instituição artificial, devida aos sacerdotes, aos interesses, ao medo, a fantasia. Para Durkheim Oe um postulado evidente, que a religião é uma instituição universal e permanente, e que, portanto, não repousa sobre o erro e a mentira. A religião te o seu fundamento no real.
2) A religião é um fato social por excelência, de que procederam os outros, o que tem por objeto criar periodicamente a vida social e intensificá-la; é o laço social mais poderoso, o fator principal da consciência social da coletividade.
3) Dá a religião um grande destaque social, condenando, portanto, todo individualismo religioso: as doutrinas da autonomia total da consciência religiosa.
4) Proclama a necessidade de uma tradição religiosa. Segundo o sociologismo, o homem recebe da sociedade a linguagem como as idéias, a fé religiosa, o culto. É um tradicionalismo religioso.
5) Admiti a legitimidade de uma Sociologia religiosa: uma vez que toda religião tende a projetar-se na vida social, a torna-se uma igreja e a tomar um corpo de instituição. Portanto, é legitimo fazer um estudo sociológico das manifestações culturais: sacrifícios, ritos, liturgias cerimônias.
6) Afirma a perpetuidade da religião: Comte promete a substituição da religião pela ciência, já na teoria de Durkheim é garantida a perenidade da vida religiosa.


Critica a teoria sociológica de Durkheim

1) Quanto ao totemismo como origem da religião:
Segundo J.G. Frazer, o totemismo não é, em grau algum, uma religião. Os totens não recebem cultos, não se lhes concilia o favor por meio de orações ou sacrifícios, em sentido algum, são deuses. Ele concluiu que o totemismo é um simples sistema de organização social.
2) O totemismo não é nem foi universal, não podendo, pois ser um estágio necessário na evolução religiosa da humanidade.
3) O clã não considera o totem como seu superior, mas seu igual e amigo. Não é, pois, um deus, Logo, é errado querer dar ao totemismo o caráter religioso.
4) O totemismo não é um fenômeno primitivo, como o mostrou Frazer e outros, não podendo, pois, só por esse motivo, ser a religião inicial. Só Durkheim e Freud colocaram, na base de suas teorias religiosas, o totemismo, quando já os especialistas na matéria haviam concluído por negar-lhe caráter religioso.
5) A idealização social não existe como lei. Ao admitir que a sociedade tem poder espontâneo de idealizar , e que essa é sua função própria e perpetua. Que ela transfigura aos olhos dos crentes as realidades, despojando-as das imperfeições para fazê-las aparecer com uma beleza sobre-humana, peca Durkheim em atribuir ao primitivo, que nos é descrito como alguém incapaz de abstrações, preso a uma inteligência concreta, justamente essa capacidade metafísica, ao idealizar uma sociedade perfeita.
6) A teoria contradiz a experiência constante e universal que mostra o caráter individual do que existe em mim. A percepção da própria personalidade resulta de um dado imediato da consciência.




Bibliografia

Formas elementares da vida religiosa
Filosofando Introdução a Filosofia Maria Lucia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins- Moderna- São Paulo
Filosofia, Psicologia e Religião.Lucio Jose dos Santos – Melhoramentos. São Paulo

Partido dos Trabalhadores x PSDB. Por que o Lula é muitissimo superior a FHC

1) Juros (Taxa Selic):
FHC (2002): 25% ao ano;
Lula (2008): 11,25% ao ano;

2) Inflação (IPCA):
FHC - 12,5% (2002);
Lula - 4,4% (2007);

3) Transações Correntes:
FHC - Déficit de US$ 186,5 Bilhões (1995-2002);
Lula - Superávit de US$ 44 Bilhões (2003-2007);

4) Exportações:
FHC - US$ 60 Bilhões (2002; crescimento de 39% em 8 anos);
Lula - US$ 160 Bilhões (2007; crescimento de 166,7% em 5 anos));

5) Crescimento Econômico:
FHC - 2,3% ao ano (1995-2002);
Lula - 4,5% ao ano (2003-2007);

6) Empregos Formais:
FHC - 700.000 (1995-2002);
Lula - 7.100.000 (2003-2007);

7) Balança Comercial:
FHC - Déficit de US$ 8,7 Bilhões (1995-2002);
Lula - Superávit de US$ 188 Bilhões (2003-2007);
8) Taxa de Desemprego:
FHC - 10,5% (Dezembro de 2002);
Lula - 7,4% (Dezembro de 2007);

9) Risco-País:
FHC - 1550 pontos (Dezembro de 2002);
Lula - 240 pontos (Fevereiro de 2008);

10) Reservas Internacionais Líquidas:
FHC - US$ 16 Bilhões (Dezembro de 2002):
Lula - US$ 191 Bilhões (Fevereiro de 2008);
.
11) Relação Dívida/PIB:
FHC - 55,5% do PIB (Dezembro de 2002);
Lula - 42,1% (Janeiro de 2008);

12) Déficit Público Nominal (inclui despesas com juros):
FHC - 4% do PIB (2002):
Lula - 2,27% do PIB (2007);

13) Dívida Externa:
FHC - US$ 210 Bilhões (Dezembro de 2002):
Lula - US$ 194 Bilhões (Janeiro de 2008);

14) Salário Mínimo em US$:
FHC - US$ 56 (Dezembro de 2002);
Lula - US$ 245 (Março de 2008).

15) Inflação Acumulada (IPCA):
FHC - 100,6% (1995-2002);
Lula - 34,5% (2003-2007);

16) Pronaf:
FHC - R$ 2,5 Bilhões (2002);
Lula - R$ 12,5 Bilhões (2007);

17) ProUni:
FHC - Não existia;
Lula - 470 mil estudantes beneficiados;

18) PIB (em US$):
FHC - US$ 459 Bilhões (2002):
Lula - US$ 1,1 Trilhão (2007):

19) Produção de automóveis:
FHC - 1.791.000 (2002);
Lula - 2.970.000 (2007; crescimento de 65,8%);

20) Produção de máquinas agrícolas:
FHC - 52000 (2002):
Lula - 65000 (2007; crescimento de 25%);

21) Vendas de automóveis zero KM:
FHC - 1.465.000 (2002);
Lula - 2.460.000 (2007; crescimento de 68%).

Causas da racionalidade filosófica

O HOMEM NO PEREIODO ARCAICO: A EMERGENCIA DA CONSIENCIA RACIONAL

A época arcaica introduz novidades que transformam a visão que o homem tem de si: a escrita, a moeda, a lei e a polis que culminarão no século VI a.C. com o aparecimento do filósofo.

a) Escrita: gera uma nova idade mental, fixando a palavra e, conseqüentemente, o mundo, para além daquele que a proferiu. Como o registro culto, exige mais rigor e clareza, o que estimula o espírito crítico. Portanto a escrita aparece como uma possibilidade maior de abstração, uma reflexão da palavra, que tenderá a modificar a própria estrutura do pensamento.

b) Moeda: muito mais do que um metal precioso que se troca por qualquer mercadoria, a moeda é um artifício racional, uma convenção humana, uma noção abstrata de valor.

c) Alei: regra comum a todos, norma racional, sujeita à discussão e modificação, a lei encarna agora uma dimensão propriamente humana.

d) Polis: o que há de novo nessa cidade é que está centralizada na ágora, espaço onde se debatem os problemas de interesse comum.


Estou chegando, espero contribuir para construção de um futuro mais ...